O Brasil registra o maior número de casos de depressão na América Latina. Os dados da Organização Mundial da Saúde alertam sobre a importância da saúde mental.

O que é a depressão?

A depressão é, do ponto de vista fisiológico, um desequilíbrio do cérebro. Ela é um distúrbio mental que causa a perda de interesse nas atividades, deixando a pessoa apática sem razão aparente.

A doença também é caracterizada por uma sensação de cansaço, dificuldade para dormir, irritabilidade, entre outros. Seus sintomas podem ocorrer de maneiras e intensidades diferentes. Por esse motivo existe mais de um tipo de depressão.

É comum que ela seja confundida com um sentimento de tristeza, fazendo com que muitos pacientes adiem o diagnóstico. No entanto, depressão não é uma tristeza profunda. Trata-se de um quadro psiquiátrico que requer tratamento. A tristeza é um sentimento normal, ocasionada a partir de algum evento específico.

Dr. Alfredo Maluf Neto, psiquiatra do Einstein
"O principal fator que dificulta o diagnóstico é a falta de conhecimento do paciente e o preconceito que existe em procurar um especialista. Muitas vezes alguém com sintomas predominantemente físicos procura médicos clínicos e não chega no especialista, o psiquiatra."

Dr. Alfredo Maluf Neto, psiquiatra do Einstein

O que causa a depressão?

A depressão pode afetar pessoas de qualquer idade, sexo e classe social.
A comunidade médica não possui uma explicação ou motivos precisos para o surgimento da doença. Apesar disso, alguns fatores costumam ser apontados como agravantes, mas ainda sem confirmação.

Variações químicas no cérebro e nas funções dos neurotransmissores, pois têm efeito direto na estabilidade do humor

Mudanças hormonais que podem ser um gatilho para a depressão

Genética, devido a parentes que tenham passado pela doença

Histórico de doenças mentais, como ansiedade, estresse pós-traumático ou distúrbios alimentares

Uso em excesso de álcool e drogas ilícitas

Traumas significativos, como morte, relacionamentos difíceis, abuso sexual, entre outros

Parentes com depressão, transtorno bipolar, alcoolismo ou que tenham cometido suicídio

Doenças crônicas, como câncer, AVC e cardíacas

Personalidade, como baixa autoestima e pessimismo

Uso de medicamentos, como comprimidos para dormir ou indicados para hipertensão

Dr. Alfredo Maluf Neto, psiquiatra do Einstein
"É normal passarmos por momentos ou algum período de tristeza, por exemplo ao sofrermos perdas ou frustrações. Quando o grau de sofrimento é grande e começa a haver prejuízo na nossa capacidade funcional, aí começamos a pensar num quadro patológico."

Dr. Alfredo Maluf Neto, psiquiatra do Einstein

Quais são os sintomas da depressão?

A depressão apresenta sintomas diversos, que refletem no corpo e no comportamento.
Fique de olho neles:

A comunidade médica não possui uma explicação ou motivos precisos para o surgimento da doença. Apesar disso, alguns fatores costumam ser apontados como agravantes, mas ainda sem confirmação.

Apesar de não termos características definitivas que causam a depressão, certos fatores de risco podem influenciar no surgimento da doença. Ela pode surgir em pessoas de qualquer idade, classe social e sexo.

Dra. Ana Merzel kernkraut, psicóloga do Einstein
"Depressão não é uma 'frescura' e deve ser encarada como uma doença. A falta de informação em muitos casos é o principal agravante."

Dra. Ana Merzel kernkraut, psicóloga do Einstein

Como é o tratamento?

A depressão tem cura. Atualmente é considerada a remissão completa dos sintomas e possível manutenção do tratamento a longo prazo. Devido a suas múltiplas possíveis origens e variações, a doença pode ter formas diferentes de tratamento.

A interação com um profissional de saúde mental é decisiva para conter as causas da depressão e auxiliar no sucesso dos medicamentos. Nesse estágio, tanto o psicólogo quanto o psiquiatra possuem papéis a desempenhar:

Psicólogo

Faz os testes adequados para diagnosticar o grau de depressão. Caso seja necessário, pode encaminhar o paciente a um psiquiatra. Caso contrário pode realizar o tratamento por meio de terapia.

Psiquiatra

Recebe o paciente indicado pelo psicólogo para dar continuidade ao tratamento levando em conta o seu histórico e sintomas. Pode receitar os medicamentos que serão usados para tratar a doença.

Uso de medicamentos

Na maioria dos casos são prescritos medicamentos capazes de ajustar os distúrbios que impactam a paciente e, assim, auxiliam na solução do quadro da doença. Como nem sempre o mesmo medicamento terá o efeito equivalente em todos os pacientes é importante a análise e a orientação do médico.

Tratamento em hospitais ou clínicas

Quando a paciente oferece um risco a si própria (no caso de chance de suicídio ou automutilação) e não pode se cuidar sozinha, pode ser necessário a internação em um hospital ou clínica para a condução do tratamento.

Psicoterapia

O contato com o profissional da área de psicoterapia ajuda a administrar as crises, aprimorar experiências e relacionamentos, contribuindo para identificar comportamentos negativos e solucioná-los.

Meios complementares

O profissional médico também pode recomendar outras formas de tratamento para auxiliar o processo. É o caso, por exemplo, da prática de ioga ou tai chi, exercícios aeróbicos, consumo de vitaminas específicas e meditação.